Sendo parecido, o cartaz deste ano é completamente diferente do do ano passado. Um era surrealista e este é naturalista mas mantendo elementos que são uma constante de PdC: a ligação à natureza, pelos elementos e pelas cores.
E depois aquele "que saudades de Paredes de Coura" gravado no tronco é brilhante; é o que todos nós sentimos e é a marca que deixamos em PdC e que PdC deixa em nós.
A música envolve todo o cenário e os elementos da natureza transformam-se em elementos musicais: o ninho que funciona como um gira discos para tocar os sons da natureza, os cogumelos-colunas que propagam o som, o pássaro que ouve e grava o seu canto, o batuque como instrumento da comunidade que leva a sua música para o ninho.
A redução das pessoas (nós...) para se integrarem com o habitat, com os ovos a servirem de saco-cama e de pufe, e as borboletas a levarem-nos nas suas asas, são ideias brilhantes.
Enfim, perder algum tempo a olhar e reparar neste cartaz é um exercicio excitante e gratificante.
Muito obrigado a quem o fez.
E faço uma sugestão a todos: vamos olhar para o cartaz com olhar de reparar e descobrir a nossa visão do que ali está. A mim deu-me muito prazer.
E aumentou as saudades de PdC.
Este ano sem chuva, se faz favor...
Mas com toda a gente bonita que todos os anos faz daquele espaço um lugar maravilhoso onde apetece estar durante uns dias, poucos, e regressar durante os outros, muitos.
