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uma vez...
em Paredes de Coura...

Há quem conte histórias de tendas abdusidas, de três dias a caramelos e cerveja, de "levei com um gajo em cima" ou de ter ido a Paredes de Coura sem lá ter estado... Duvidoso é que haja alguém sem histórias para contar. Este espaço pertence ao romance ficcionado, com direito a ser galardoado com o "Prémio A Melhor", de avaliação suspeita, mas, com publicação garantida.

Carregava o ardor na garganta de bastas cervejas, a dor no peito de muita erva fumada, e o perfume de uma mulher qualquer que veio ter comigo para me conhecer melhor, quando me dirigia a uma barraca de fast food, para alimentar o meu ser.

Depois de incessantes sessões de rock, achei aquela a melhor altura para descansar um pouco de tudo o que me rodeava.
Sentei-me na relva, levantei a cabeça e contemplei o céu. Não demorei muito a deixar cair o resto do corpo, mas continuei a olhar para cima, para um rasto branco que achei na altura ser a via lactea. A grandeza do universo sempre me assustou, mas naquele momento ainda mais, pois o efeito da erva intensificava o meu terror. Mas de um momento para o outro, aquela imagem tornou-se mais confortavel e mais cómoda, acalmando-me. E pensei para mim: "Em Lisboa não tens um céu assim". A limpidez do céu no norte é algo dificil de imaginar para quem nunca saiu de lisboa e se habitua a olhar para um céu sem estrelas.

Tambem pensei para mim: "15 mil pessoas neste momento a olhar para 5 homens cheios de ódio, a gritar "Vão-se foder" na lingua deles (acho que eram os Korn), e a maior parte deles devia levantar a cabeça e olhar para cima, onde está o verdadeiro espectáculo". Algo que me aterroriza e acalma-me numa fracção de segundo deve ser olhado com mais espanto e
admiração do que á banda que está em palco. Mas lembrei-me logo a seguir do que me levou aquele local, levantei-me, limpei a relva do rabo, dirigi-me á barraca dos hamburgueres e gritei "com queijo, sem ketchup". Recebi o hamburguer, paguei, e voltei ao ponto de encontro, onde me esperavam os meus amigos, os bacardis, as vodkas, a erva, os cogumelos magicos, as miúdas da tenda ao lado, e o esquecimento eterno de que, durante os Korn, eu vi em cinco segundos o que
pouca gente viu: A imensidão do vazio.

Tiago Cardoso


uma vez...em paredes de coura...tinha eu acabado de beber o copo de absinto que me faria ultrapassar do estado perdido de bebedo para o estado "vêm aí os vómitos" quando se senta uma senhora dos seus 45/50 anos ao pé de mim e se oferece para partilhar comigo a sua ganza,ora, eu já não estava em estado de dizer que não, e como tal piorei ainda mais o meu estado já bastante grave...ao fim de cerca de1 hora e meia de consumo de drogas ilegais (ou seja, eram agora 3 da tarde) decidi então (ou se calhar foi instintivo) perder os sentidos, quando acordei estava essa senhora de seu nome Elizabeth, lizzie, a chegar à tenda onde eu estava,que era a sua,de MANHÃ! e assim perdi toda uma noite de concertos mas fiz uma amizade para toda a vida que não voltei a ver assim que saí de paredes...penso que ela era escocesa e estava só de passagem por paredes e ia continuar as suas férias em portugal...mas antes de ir ainda me ofereceu 1 presente, uma tíbia humana (não sei onde ela a encontrou)!
que eu ainda hoje guardo.

Alex


2002
Noite de Reggae em Paredes de Coura com uma grande Broa...lá andava a menina bolinhas a brincar e a pinxar...sem pensar girou por todo lado, uma erva ela cheirou, de um rasta que passou, com ele falou, sentou, fumou, no tempo tudo parou, rolou para outro que se colou e em 5 minutos aterrou, o rasta bazou e «Rasta Parta!!!», a bolinhas filipou com a moca que ficou, vuou para outro lado e outros encontrou...
Com estes ela se deu,um deles um chapeu lhe ofereceu,á beira do palco, muita cerveja ela bebeu, o som aqueceu e ela novamente se perdeu...
Percorreu por entre o acumelar de pessoas e muitas euforias ela viveu...
Derrepente a fome era muita, viu um gajo a trincar um cachorro a ferver...os sentidos começou a perder, então desatou a correr até á primeira rolote que estava a vender...começou a comer, a barriga a encher, parecia uma curvinha de felecidade a crescer...á beira rio, ela estava adelirar de tão satisfeita estar, mente e corpo estávam prontos a relaxar para mais nada pensar, a ñ ser olhar para todo o estrelar que estáva a brilhar só para a bolinhas nanar...

Rute


Ja tinha ido a varois festivais mas o ano passado foi a primeira vez que fui sem namorado. Um grupo de 5 gajas sozinhas o ambiente mudou logo de figura...Estivemos durante quatro dias a beber, a fumar e ate mesmo a comer à borla graças a um grupo de vizinhos muito simpaticos que nao aceitaram que nos lhes pagassemos nada do que tinhamos consumido... Foi o festival mais economico da minha vida quase só gastei o dinheiro do bilhete!
Ainda por cima eles eram espetaculares e extremamente divertidos, tanto que acabamos todas a dormir bem acompanhadas para espantar o frio da noite acompanhadas..

little bee


 

 
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